8 de dezembro de 2011

Pecado... imoral!


“A Imaculada Conceição é segundo o dogma católico, a concepção da Virgem Maria sem mancha ("mácula" em latim) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina.”

Vocês não são peixes, eu não sou santa e António também não faz parte do meu nome, portanto não vai haver pregações. Simplesmente achei que não seria má ideia saberem por que razão hoje ficaram de papo para o ar o dia todo, foram passear, tratar das compras de Natal ou, no meu caso, passar o dia com a avó e comer pãozinho feito em forno de lenha, entre muitas outras iguarias. E desde quando é que este feriado, que pode muito bem ser hoje pela última vez comemorado, surgiu? Ora bem, quando D. João IV nomeou Nossa Senhora de Conceição padroeira de Portugal.

E, perguntam vocês, mas esta “caramela” acha que eu não sei já isso? Acredito que soubessem mas se agora pegasse num microfone e fosse pelas ruas perguntar o porquê do feriado muitos poderiam muito bem dizer: “Então não é porque começaram hoje a ser cobradas portagens nas ex-scuts?”. Se acho uma má ideia cobrarem portagens? Nem acho mau de todo desde que existam alternativas viáveis para todo o tipo de veículos! Por outro lado, quando falamos de portagens em vias como a A23 e A25, portões escancarados para a exportação e para o interior do país, a carecer de jovens, se calhar o caso muda um bocadinho de figura. E quanto às nano, micro, pequenas, médias e até grandes empresas incentivadas outrora a instalarem-se por aqui? Mudar as regras a meio do jogo é batota e da feia! Por fim, vou apenas acrescentar que, tentando a fuga às portagens, muitos procurarão voltar às estradas secundárias sendo que a maioria delas não estão preparadas para receber um aumento do fluxo de trânsito. Quem assegurará a sua manutenção? Ouvi dizer que serão as Câmaras? Com que dinheiro? É pecado mentir!




Parece-me melhor pedirmos ajuda à padroeira ou então esperarmos que “o outro” volte lá das “Áfricas” para nos ajudar a provar ao menino Sócrates que, ao contrário do que ele estudou (?) aos domingos na Universidade Independente, por aqui as dívidas são para serem saldadas!

MJ.

7 de dezembro de 2011

Quem espera, corre e faz por isso... sempre alcança!


Ontem, pela primeira vez, passei um dia inteirinho sem postar! Tiveram saudades minhas? Recebi umas mensagens de reclamação (“então o post de hoje sai ou não sai?”) mas… tenho uma mega justificação.

Comecei ontem um novo estágio: agora é a vez do projecto “brincar à cirurgia”. Depois de ter andado a “brincar” às dores de garganta com um dia de evolução e às próstatas que “anseiam” sempre ser maiores do que são (estou claramente a exagerar porque Otorrinolaringologia e Urologia são especialidades muito importantes e onde se faz bem mais do que isto, e da primeira eu até gostei) e de assistir a longas “palestras” sobre Saúde Pública, ontem foi como se devolvessem uma barbie que raptaram a uma criança, como um presente de Natal antecipado. O que é que eu fiz que me deixou assim? Não vi nenhuma operação complicada, não houve nenhuma urgência de bradar aos céus… fiz “apenas” uma história clínica (ou seja, recolhi informações sobre o doente e fiz exame objectivo). Contudo, passear outra vez nos corredores de uma enfermaria, pegar no meu querido estetoscópio, que estava de costas voltadas para a sua dona desde Agosto, quando estive no Hospital Distrital da Figueira da Foz onde fiz um mini-estágio em Medicina Interna, e voltar a discutir hipóteses de diagnóstico foi brutal! Eu ainda não sei a especialidade que vou escolher, que penso que será mais a especialidade que me vão deixar escolher, mas se o Pai Natal quiser mesmo oferecer-me algo nesse ano, a menina deseja puder escolher o que quiser (e o que a nota do exame final permitir)!



Por enquanto, estamos assim:

Lista dos “não, jamais, em tempo algum”:
- Anatomia Patológica
- Urologia

Lista dos “adoro, pode ser, é menos mau”:
- Medicina Interna
- Ginecologia e Obstetrícia
- Otorrinolaringologia
- (penso que em breve Cirurgia)

Mas, continuando o pedido de desculpas, o meu “querido” tutor de Cirurgia está de férias, o que foi interpretado como “estás dispensada”, o que é imediatamente convertido pelo meu frenético cérebro em “Guarda, aí vou eu, o mais rápido que conseguir”! O último autocarro é às 18h45 e às 17h ainda me encontrava algures na baixa, depois de ter lido aquilo que os lisboetas e habitantes da cidade de Lisboa mais adoram: “O metropolitano informa que a circulação na linha verde está interrompida e não podemos prever quando será restabelecida”. Fiz a mala em dez minutos e corri desenfreadamente com a minha sofredora mala pelas calçadas de Lisboa. 
 No meio disto tudo foi impossível postar! Quanto à viagem, cheguei a tempo… e a tempo chegaram também três donzelas albicastrenses que se sentaram atrás de mim e falaram desenfreadamente até chegarem ao seu destino. E eu que ainda não recuperei as horas de sono perdidas no fim-de-semana!

MJ.

5 de dezembro de 2011

Natal... é quando (e como) uma Mãe Natal quiser!


Aqui por Lisboa, o Natal está mesmo instalado. Já há eléctricos natalícios, conduzidos pelo Pai Natal e que se juntam às iluminações e decorações versão poupança que também pairam por aqui e com as quais concordo plenamente. É muito bonito ver as ruas iluminadas, passear com a cabeça voltada para o céu… mas também são muito bonitas as malas Louis Vuitton e eu continuo a passear uma da Primark!

Continuando, hoje vou contar-vos a relação maravilhosa que a minha pessoa teve com o senhor de barbas brancas e fato vermelho (leia-se vermelho e não vermaaaaalho nem encarnado meus queridos leitores lisboetas! Brincadeirinha!). Esta relação não pode de facto chamar-se isso por não ter uma duração que assim o justifique. Foi mais um caso… e dos curtos! Procurando nas recônditas e cheias de teias de aranha memórias que ainda existem, (mais uma para os alfacinhas… que outro nome se pode dar às teias? Côcas! É sempre a aprender!) as minhas recordações natalícias são maravilhosas e com direito a iguarias divinais, lareira acesa, família reunida, presentes e… esperem! Do Pai Natal só me recordo de um ano em que a minha mãe se disfarçou e… de quando a minha avó materna o “assassinou”. Pois é, a matriarca da família lá achou que a sua neta mais velha, sempre tão precoce e destemida, não devia continuar a acreditar em macaquices. Toca a deixar de acreditar… aos cinco anos! Se eu a perdoei? Ela dá os melhores abraços do mundo e faz o melhor caldo verde, a melhor sopa de grão e o melhor arroz de coelho com que alguém se pode deliciar! Portanto, o perdão foi automático!




Em minha casa o Natal também já entrou. Cheguei e tinha uma maravilhosa surpresa em cima da cama: chocolates e amêndoas que a C. trouxe da Alemanha. Pelo que consta, este fim-de-semana decorreu por lá uma Weihnachtsmarkt, ou seja, uma feira natalícia e a cachopa trouxe prendinhas para me adoçar o bico! As Mães Natal são as minhas preferidas! Espero que o jantar seja ratatouille para balancear as calorias!




MJ.

4 de dezembro de 2011

Não há malas que vêm por bem!


Se há coisa que me consegue tirar do sério só de pensar no assunto são… malas! Primeiro, porque para mim tenham o tamanho que tiverem são sempre pequenas; primeiro, porque seleccionar o que vou vestir é um bicho-de-sete-cabeças; primeiro, porque a roupa fica sempre mal tratada; primeiro, porque são pesadas e o meu metro e meio de gente não tem força para essas andanças. Em segundo, motoristas a atirar malas como quem atira pedras para um rio é um assunto que também me apoquenta um bocadinho, bem como passeios não almofadados e escadas do metro que ainda não foram promovidas a rolantes. Posto isto, este post surge porque a menina já regressou à base, que é como quem diz à capital, e tem malas para desfazer, roupa para lavar e… continua à espera que alguém o faça por ela. Oferece-se um prato de sopa acabadinha de fazer a quem quiser iniciar e terminar a tarefa não sucessivamente adiada! 



Acrescento vaidoso: apesar da função deste blog ser eu retomar a escrita e expressar o que me der na real gana, folgo em saber que atingimos este fim-de-semana as 1000 visualizações de página... Obrigado aos que têm tornado um hábito as visitas ao meu cantinho!

MJ.

3 de dezembro de 2011

De génio e de louco… há quem tenha mais do que um pouco!



Viajar no tempo é uma utopia sobre a qual adoro divagar. Os “e se” que se levantam são absolutamente enigmáticos e atractivos. Se eu viajaria no tempo para retomar a minha infância, adolescência ou até mesmo para saber onde estarei dentro de alguns anos? Não… vivi como queria e gosto da panóplia de caminhos que o futuro me trará. Então se pudesse saltitar, qual “Midnight in Paris”, onde pararia? São muitas as épocas que me atraem mas há uma que vence. E porquê? Entusiasmo pela vida nocturna, fúria de viver, foxtrot e tango, vaidade feminina, saias curtas, pérolas, maquilhagem, plumas, colares compridos, seda… exuberância, vitalidade, intensidade! Só poderiam ser os “loucos anos vinte” os eleitos!

Máquina do Tempo? Que eu saiba só mesmo em filmes… e no encontro nacional de estudantes de medicina! Aqui a regra é viajar apenas por uma noite! Ontem eu e a I. viajámos (e bem!) até aos anos vinte com a indumentária mais económica e perfeita que se pode encontrar! Deixo-vos com alguns pormenores das vestes que passeámos na noite de ontem!







MJ.

2 de dezembro de 2011

Todos os caminhos vão dar... à dança!


Falaremos hoje sobre a beleza por trás de um facto banal. Condição sine qua non para que este facto já tenha ocorrido nas vossas vidinhas? Não há! Já aconteceu a toda a gente e a mim deixa-me sempre com uma sensação estranha e um sorriso nos lábios, seja pelo momento, seja pelo desfecho deste.

E de que falo eu? Pois bem, falo daqueles momentos em que caminhamos despreocupadamente (ainda que preocupadamente também sirva) pela rua e nos surge um individuo pela frente (no meu caso, dou preferência a indivíduos do sexo masculino com uns certos requisitos que agora não são para aqui chamados) e em vez de nos desviarmos 50 cm… ele dá um passo para a direita e nós para a direita um passo damos, então ele desvia-se para a esquerda e nós escolhemos essa mesma direcção. E esta “valsa” sincronizada, ainda que não previamente coreografada, pode durar uns segundos até que um dos dançarinos quebra este magnetismo imprevisível e escolhe a direcção oposta à do outro. Há, como em tudo na vida, aquelas pessoas que não conseguem desfrutar deste encontro sem delineamento possível e que ficam altivamente chateadas pelos sete segundos perdidos. Amaldiçoadas sejam as senhoras de meia-idade com quem tive previamente encontros desta natureza, particularmente comuns no metro, e que abandonam esta fantástica bailarina com cara de enfado. A minha resposta ao enfado? Um sorriso rasgado!


Por falar em dança, em relação às belas férias aqui por terras alentejanas, estou a adorar e só tenho uma reclamação a fazer:

Caras pessoas que acendem as luzes quando querem dar por terminada uma festa, tenham juízo! Está uma pessoa às escuras durante horas e vocês simplesmente passam do oito ao oitenta? Não há mecanismo compensatório visual que acompanhe a vossa ansiedade de luz! Portanto hoje à noite vamos fazer isto de outra forma, por favor!

Deixo-vos com mais algumas fotos do local! Se atingirmos um numerozinho redondo de visualizações este fim-de-semana, pode ser que publique uma foto dos trapinhos que usarei esta noite… o tema da festa são épocas do passado. Qual terá sido a época que eu e a I. escolhemos? Aceitam-se apostas!




 




 MJ.

1 de dezembro de 2011

Quem não quer ser lobo... é que nem venha ao ENEM!


Estou postando hoje, deitada à sombra de um chaparro… estou brincando, compadres! De facto, estou mesmo em terras alentejanas mas por aqui é mais piscinas interiores e plasmas. Onde estará então a MJ.? A partir de agora é o seguinte:


        a)Se é uma pessoa que quando vê um projecto de médico pensa “ai que menino (a) tão angelical, tenho a certeza que não parte um prato” ou até mesmo “quero ter um filho que estude medicina”, então eu estou num encontro nacional de estudantes de Medicina, com palestras e actividades lúdicas diversificadas e não leia mais nada… o post para si termina mesmo aqui.
              b)  Se é alguém que sabe que nerds, marrões e santinhos são apenas vocábulos mal aplicados e que não há mito nenhum quando se diz que os estudantes de Medicina são “party animals” porque isso é pura realidade ou se são os meus pais (eles já não vao nas minhas cantigas) então eu estou num encontro nacional de estudantes de Medicina, que é como quem diz borga, festas, noitadas, rambóia, diversão… e com actividades desportivas e umas palestras às quais tenciono sempre ir… confesso que até hoje se contam pelos dedos aquelas a que eu assisti. 



Este ano estou pronta para a farra… deixo-vos com fotografias do local (um modesto resort de cinco estrelas)! Não percam os próximos episódios porque nós… também não! 





 
MJ.