11 de março de 2012

As desculpas também se pedem!



Estes são os números relativos à Parque Escolar que a SOL publica hoje. São surreais quando nos são pedidos sacrifícios, quando a austeridade está na ordem do dia. São também surreais quando ouvimos histórias ou vemos com os nossos olhos os erros cometidos nas escolas “XPTO, mais luxo é impossível” que afinal não estão assim tão bem construídas ou que têm manutenções incomportáveis. 


Há, entre muitas (mas muitas) outras, uma pequena diferença entre mim e “políticos da nossa praça”… eu assumo os meus erros, que afectam um número muito inferior de pessoas e de relevância relativa, e peço desculpa por os ter cometido (exceptuando quando se trata de uma picardia entre mim e o progenitor… aí visto a armadura, arma em punho e parto para a “guerra”)! Hoje tenho de deixar aqui um pedido de desculpas intercontinental para a minha “alma-gémea brazuca” que ontem soprou as suas velinhas capicua e a quem eu só hoje estou a felicitar. Muitos parabéns minha R.! Deves também saber que aqui a menina já iniciou a contagem decrescente, que já prepara cartazes de boas-vindas, que começou a fazer musculação para o abraço mais apertado de sempre e… todos os dias reza para que o bronze se transfira por osmose! Tenho muitas saudades mas também um orgulho imenso! Go girl!

MJ.

9 de março de 2012

Bombas e estilhaços!


Depois de sabermos que os trabalhadores da caixa geral de depósitos, para além dos da TAP, não sofrerão os cortes salariais previstos, os acontecimentos recentes da minha vida não parecerão nada bombásticos. A noite de ontem foi animadíssima e tão prolongada que hoje cheguei super atrasada ao hospital. Não é que alguém tenha dado pela minha falta, que a minha ausência tenha prejudicado alguém mas… o peso da responsabilidade é uma coisa tramada. Entretanto, a menina regressou à província e agora só quer é mimos e afins. Amanhã o dia vai ser integralmente dedicado à família…
Porque tenho uns olhos esbugalhados a transbordarem impaciência e que sussurram “mana, larga o blog e vamos ver um filme”, acabo por aqui e deixo-vos com uma musiquinha sugerida pela dona dos ditos olhos. 


MJ.

8 de março de 2012

Girl power!

Hoje era meu objectivo escrever um texto pomposo sobre a importância da mulher na sociedade, sobre a importância de as valorizar e… sobre o dia internacional da mulher, que hoje se comemora. Isso podia significar que hoje seria um dia de descanso e lazer para os membros do “clube do duplo X” mas na verdade… não! E, de facto, percebe-se porquê. Entregar, um dia que fosse, o mundo ao sexo oposto seria a catástrofe total. Enfim, recorri à wikipédia só para deixar uma breve nota histórica:


“O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto”



Aqui a menina, que ontem saltitou entre dois hospitais e se deitou lá para as tantas por esteve de banco, hoje acordou “pela fresquinha” e não mais parou. Aquilo foi a “lida” hospital para um lado, as amigas para o outro, um quarto para limpar, uma mala para fazer. E agora não há tempo para o texto pomposo porque… a noite dedicada às meninas está prestes a começar. O cheiro que invade o meu quarto promete um jantar maravilhoso… oito mulheres há mesa só pode correr bem! E se tiver de tomar um café e usar umas meias de descanso para sair à noite… enfim, as meninas merecem!

MJ.

6 de março de 2012

"Post do Desassossego"


Bem, eu sei que não tenho escrito muito mas, para aqueles que decidiram passar por aqui hoje, segue-se a justificação. O meu problema chama-se falta de inspiração. E será provocado pelo quê? Ora então não é que deste lado se encontra um “projecto de médico” altamente desmoralizado? Antes de pensarem “ah, pensas que só podes fazer o que gostas” ou outras coisas semelhantes, eu aviso já que concordo plenamente e que me sinto uma mimada quando, todo o santo dia, acordo e faço uma birra de cinco minutos porque não quero ir para o hospital. Depois, enquanto me arrasto literalmente para o metro, na minha cabeça paira “MJ, se não fosses tão ridícula o que é que gostavas de ser?”. Passo o dia a suspirar, com o secreto desejo que aconteça alguma coisa absolutamente excitante… ou então que acabe! E, nem precisa ser no fundo, eu sei que é um exagero e que é só um estágio mas enfim.


Para o que os que ainda não se fartaram do meu desgovernado rol de lamentações, devo desde já dizer que a culpa tem um nome: Hematologia. O raça da especialidade mata-me de tédio! Mas há coisas que não posso deixar de admitir:

1.  O IPO é um hospital absolutamente espectacular em termos logísticos, humanísticos e tudo o que possam imaginar.
2.  Conheci por lá alguns médicos que muito parecidos com o que eu ambiciono ser (dose certa de humanismo, distanciamento, conhecimento).
3.  Os doentes são surpreendentes (e não vou dizer que são fortes ou determinados porque tudo o que eu possa dizer vai ficar longe da realidade).

Contudo, a MJ. não quer ser hematologista, farta-se das patologias depois de três consultas (em vinte!), suspira pelos bancos todos os dias... ainda bem que há gostos para tudo!

Para compensar a fraca periocidade e qualidade da escrita, deixo também uma musiquinha (também antigazita que a menina agora anda numa fase de voltar "musicalmente" ao passado):

 
MJ.

4 de março de 2012

Somas, substrações e outras equações!

Sábado= banco (daqueles que não matam mas moem!)

Domingo= síndrome da "preguicite aguda pós-banco"+história clínica

Sábado+domingo= falta de tempo=musiquinha da boa só para dizer que estou viva (e, como não houve miminhos paternais e da irmãzinha este "fim-de-semana", também pseudo-nostálgica/lamechas):


MJ.

2 de março de 2012

Próxima paragem: desespero!


Caras pessoas que “mandam” nos transportes públicos de Lisboa, isto é para vocês! Esta menina podia dizer que está aborrecida, abismada, chateada, enervada… podia, mas não vai ser politicamente correcta porque simplesmente não merecem. O que vocês mereciam era um par de bofetadas de cada cidadão que utiliza os vossos serviços… e, já agora, um puxão de orelhas não fazia mal a ninguém. Decidem cortar carreiras… ok, acordamos mais cedo para apanharmos mil e um autocarros e metros para fazer o mesmo percurso. Sobem-nos o passe e nós nada podemos fazer (sim, andar a pé é mesmo muito bonito se se tratar de uma cidade pequena porque aqui só se fossemos todos maratonistas e sim, bicicletas são transportes lindos e maravilhosos em cidades preparadas para tal… uma bicicleta algures na Praça de Espanha havia de ser uma coisa digna de registo). E o copo vai enchendo… e eis senão quando transborda esta manhã. “Ó meus caramelos” com motoristas e carros com estofos de pele… vocês têm máquinas de pipocas em vez de cérebros, que catapultam ideias luminosas? Onde é que estavam com a cabeça, ai desculpem, com a máquina de pipocas quando decidem que a linha verde do metropolitano de Lisboa (não sei se há mais alguma) fica perfeitamente servida com 3 carruagens… durante as horas de ponta? As pessoas não conseguem sair na estação que querem porque não dá para passar, é um ambiente pesado que não se aguenta e quando alguém tosse ou espirra não tem espaço para levar o braço à boca (vai bactéria… vai!), dos empurrões, pisadelas e sei lá mais do quê eu nem vou falar… as sardinhas enlatadas devem escaqueirar-se a rir ao verem tal imagem! É uma vergonha irem pelo caminho mais fácil: prejudicar os utentes de forma ridícula!


Só não peço ajuda à minha futura advogada, que é simultaneamente a mais simpática e estilosa de Lisboa e arredores, porque ela faz hoje anos e é capaz de não achar boa ideia. Parabéns K.!
 
MJ.

1 de março de 2012

Balanços hospitalares, meteorológicos, "presidenciais" e outros que tais!


4 dias e várias horas após o início do estágio de Hematologia… parece-me que já vai sendo altura de fazer um balançozito da coisa. Em primeiro lugar, já percebi que esta especialidade não é bem “a minha cena” e, só por esse motivo, já valeu a pena a experiência. Para além disso, e claro que a opinião de uma “bebé-médica” vale o que vale, posso dizer-vos que, de todos os hospitais por onde já andei (todos… meia dúzia) o Instituto Português de Oncologia de Lisboa é aquele que se encontra mais bem organizado, em que os profissionais estão mais focados no doente e em todos os aspectos da sua vida, o que claramente se reflecte na satisfação que os doentes manifestam, e, como eu me revejo muito nestas atitudes, sinto-me bem por lá. Hoje estive nas consultas e repetiram-se os “ai a doutora é tão novinha, posso saber que idade tem?” e as beijocas repenicadas. Transitar da cirurgia para isto baralha-me o sistema… e eu que estava em tratamento da síndrome “MJ., 21 anos, uma coração mole em recuperação”. Em breve falarei mais sobre o IPO e as coisas que por lá se passam…


Coisinhas rápidas:

1. Fui à varanda e cheirava, imagine-se, a terra molhada! Lembram-se quando caía água do céu? Uma coisa a que, há uns meses atrás, chamávamos chuva? Está de volta, a malandra! 


 2. A maltinha reivindicativa abusou! Onde é que tinham a cabeça para recolherem assinaturas (e mais de 40 mil…) e quererem a demissão do Sr. Presidente da República? Então não estão a par das inúmeras dificuldades económicas que o Sr. atravessa? Se o mandam para o desemprego como vai ser? Ai ai…

Termino dizendo que hoje apagam-se 22 velinhas lá pela cidade dos cinco F’s porque faz anos um cachopo com quem eu partilhei e partilho grande parte da minha vida, que está sempre lá para me aturar, que me “dá na cabeça” quando eu preciso e com quem eu poderei contar sempre. Como se aproximam os bailes de finalistas, devo acrescentar que se trata do meu par da valsa… éramos a “sorte grande e a terminação” e ninguém dava voltinhas como nós (porque ele me pegava ao colo só com um braço)! Somos muito diferentes e balanceamos essas diferenças de uma forma favorável e, desta forma, construímos uma coisa que se chama amizade vitalícia. Muitos parabéns R. e um beijinho da tua “piquena”!

MJ.