16 de dezembro de 2011

"Oh yes it's ladies night" (que é como quem diz... noite só para cachopas)


Tão rebelde que a MJ anda… hoje vai postar duas vezes! Tão rebelde que a MJ anda… hoje saiu de casa às sete menos dez (tradução para lisboetas: às dez para as sete) para ir apanhar o autocarro mas estava a chover e decidiu ir a pé, só para caminhar sob o guarda-chuva com o mp3 no máximo. Tão rebelde que a MJ anda… hoje vai sair até às tantas e vai directa para o transporte que a levará de volta à província.

Agora deixo-vos com uma pequena adivinha:
Como se chamam as pessoas que partilham a casa com vocês e com as quais não partilham qualquer tipo de informação genética e que também não são animais (se bem que olhando para o “rei” da Madeira talvez pudesse suprimir a segunda parte porque… menina má, não se diz isso!)? Vá, adiante. Colegas de casa? Vizinhas de quarto?

Aqui em casa chama-se família emprestada que jamais será devolvida. Se determinadas pessoas podem ter amantes, casar e divorciar como quem come pastilhas elásticas (tradução para as minhas brancarences e quem quiser: chicletes), trocar de clube, mudar de partido ou desdizer o anteriormente prometido então eu também posso ter as famílias que quiser e que bem me apetecer. Basicamente o céu é o limite!




C., D. e I. é até amanhã de manhã… é para “arrebantar” com tudo! Se vamos estar quinze dias afastadas e vamos, ao menos que a despedida seja em grande! Eu avisei que hoje estava especialmente rebelde! Paizinhos, estou (mais ou menos) a brincar!


MJ.

Quem "semeia" ao vento... quando "colhe" está seco!


Tenho um hábito estranho, ou melhor, tenho vários mas este pode muito bem fazer-vos pensar “talvez não seja muito bom continuar a ler este blog porque esta miúda é tão louca que a minha sanidade mental pode ser afectada”. E este hábito é nada mais, nada menos que olhar para os estendais da roupa e extrapolar como são as pessoas que habitam nessa casa. Contextualizando, eu cresci numa casa onde havia e há uma série de teorias sobre como separar a roupa para pôr na máquina de lavar, como a apanhar por forma a facilitar a posterior engomagem, entre muitas verdadeiras teses de doutoramento relacionadas com detergentes de roupa. Saída do antro da limpeza e desinfecção, quando vim para a faculdade fui readaptando as diferentes teorias mas uma coisa é certa… muito se pode dizer sobre uma pessoa pela forma como estende a sua roupinha. Passo a explicar:
 
  • Os físicos: estendem a roupa pensando no tempo que cada peça demora a secar e dispondo-as relacionando isso com a exposição ao sol e ao vento de cada corda
  • .Os organizados: colocam, por exemplo, os pares das meias juntos para facilitar o trabalho que se segue
  • Os cuidadosos: pensam onde colocar as molas e como posicionar a roupa de modo a que as marcas das molas e cordas sejam mínimas
  • Os maníacos: fazem conjugações das molas de roupa (amarelo-verde-azul-vermelho-amarelo-verde…)
  • Os atabalhoados: lançam a roupa para o estendal e colocam a mola no primeiro sítio que encontram
  • Os criadores: misturam diferentes cores na máquina e tingem toda a roupa
  • Os futuristas: “Ups…a roupa encolheu. Lá terá que ficar para o meu filho"
  •  Os poupados: “Molas? Que é isso?"
  • Os badalhocos: “Estendal da roupa? Não conheço” 



Pronto, pronto… não vou continuar para não dizerem que pirei de vez! Estender a roupa é, de todas as tarefas que uma verdadeira fada do lar tem de desempenhar, aquela que mais me agrada. Adoro o cheiro dos amaciadores e claro… não me importo de perder algum tempo e cumprir tal tarefa de acordo com os pontos 1,2 e 3, até porque engomar roupa é uma história completamente diferente e portanto quanto melhor estender menos ferro-de-engomar tenho de usar. Truquezinho fantástico? Sacudir a roupa como quem prepara um cocktail!

MJ.

15 de dezembro de 2011

(Re)volta das botijas de água quente!


A bela da botija de água quente faz parte da minha vida há… um mês! Eu não sei qual é a vossa relação com o dito objecto mas eu ainda nem consigo acreditar no fenómeno que foi eu ter passado vinte anos da minha vida sem saber os inúmeros benefícios da água a ferver dentro de um saco de borracha. Os lençóis parecem importados directamente da Sibéria? Põe água a ferver! Ai doí-me tanto as costas? Traz a botija rápido (trocando por miúdos, as vias que transportam informações álgicas, ou seja, relativas à dor, transportam também informações térmicas; assim, toca a “dar-lhes trabalho” na transmissão do calor)!

Parem de inventar coisas estranhas relacionadas com aquecimento e reintroduzam as botijinhas. Recomendo e há para todos os preços (depende basicamente das vestes da dita… a minha não usa channel apenas porque eu não gostei dos modelos desta estação; criadores da marca, esforcem-se mais na próxima época).




Pequeno parêntesis sobre a minha fantástica vida de “projecto cirúrgico”:
Bem, e tiveram saudades minhas? Ontem eu e a M. (a minha companheira de aventuras hospitalares e não só) fizemos uma maratona de urgências. Basicamente fomos um bocadinho torturadas pelo nosso assistente, que adora passar horas a fio a fazer-nos imensas perguntas, mas que depois recebe o nosso perdão quando nos deixa “fazer coisas a sério”. A pressão é imensa, quer nas perguntas, quer quando estamos com os doentes, mas aprendemos mesmo muito. 
Lá pelo meio ainda tive de “provar” a duas enfermeiras, após pedirem ajuda decidem dizer algo como “talvez fosse melhor a sua colega que é maiorzinha”, que as mulheres não se medem nem aos palmos, nem os centímetros nem a nada. A ajuda consistia em tirar o objecto (não sei como se chama!) onde os bombeiros transportaram o doente debaixo deste para que ficasse deitado na maca hospitalar. Puxei aquilo com tanta força que ficaram evidentes os dois quilos de dinamite que tenho em cada braço. Assim concluo o parêntesis sobre a fantástica vida de um “projecto cirúrgico”.


MJ.

13 de dezembro de 2011

1, 2... cama!

Hoje posto duas vezes porque:

1. Me apetece

2. Amanhã a minha vida vai ser caótica... o projecto "está de banco" (um dia falaremos sobre esta bela expressão)!

3. Estava rabujenta e entretanto encontrei uma música que já ouvi no rádio duas ou três vezes, que adoro e que já andava à procura há uns dias só que não percebia a letra... um bocadinho surda e de compreensão lenta. Se não gostarem nem me digam para eu continuar na ilusão que é uma música que todos adoram e que é uma "aniquiladora universal da rabugice" (tipo Tiago Bettencourt... escusam de dizer que é "mole" e que as músicas são isto ou aquilo porque os meus ouvidos têm uma espécie de firewall que retém essas opiniões negativas).




Durmam bem caros leitores (já não vai haver mais nenhum post hj),

MJ.













A galinha da vizinha... nem se meta com a minha!


Hoje vamos falar de rituais! Em casa dos meus avós sempre se ouviu dizer “Ah, vou ao médico esta semana e por isso comprei um queijinho para lhe levar!”. Na minha cabeça isso sempre soou a estranho porque não via muito bem o motivo pelo qual se haveria de oferecer prendas a alguém pelo trabalho que desempenha. Entretanto, enquanto “andei” pela urologia surgiu um casal de idosos que ofereceu o tal queijinho ao seu médico. Escusado será dizer que… eram da Guarda! Hoje, estava aqui o “projecto cirúrgico” sentado numa maca à espera da próxima doente e chega uma senhora “toda pimpona”, dizendo que estava “cheia de saudades do Dr.”. Prega-lhe com duas beijocas repenicadas, sorri para mim e para os outros dois projectos cuja cara de espanto era igual à minha, e passa um saquinho ao médico, ao que ele responde “mau, mau”. Pensei cá para os meus botões “deves ser da beira alta ou então disfarças bem”! 

Se acho mal? “Nim”… nem não nem sim. Entendo que seja um gesto carinhoso de agradecimento. 
Se algum dia me quiserem oferecer alguma coisa vou deixar uma dica: que seja… uma galinha viva! Já ouvi tantas histórias que quero viver na pele! Vai dar um filme: “Eu, um doente, um consultório… e uma galinha!”.



(Ah, e antes que essas cabecinhas pensadoras comecem a ter ideias como “os médicos, é tudo uma cambada” devo dizer que sei muito bem que há mais profissões a receber “saquinhos”)

Como o prometido é devido: cantinho dos aniversários nº1.



 MJ.


12 de dezembro de 2011

Hoje é o primeiro dia, do resto... da cirurgia!


Hoje foi verdadeiramente o primeiro dia de cirurgia porque foi hoje que conheci o meu tutor acabadinho de regressar de férias. Assisti a duas cirurgias, ou melhor, assisti a dez minutos de duas cirurgias uma vez que somos tantos projectos para uma sala do bloco operatório que temos de brincar ao “à vez à vez”… ora vemos um bocadinho de uma cirurgia, ora seguramos paredes. É mais ou menos como estarem a ver um bom filme e, de repente, alguém mudar de canal e só vos devolver o comando uma hora depois. Ah, e para aqueles que achavam “a MJ é uma exagerada, as paredes não são nada iguais aos fatos cirúrgicos” aqui têm uma fotografia, em jeito de “toma lá que já almoçaste” (obrigado à modelo).



Mudando de assunto, quando criei o blog pensei desde logo em fazer uma rubrica sobre as pessoas importantes da minha vida, ideia que entretanto abandonei porque já sei que ninguém gosta de se expor ou ser exposto (excepto no facebook… aí já não conta!). Claro que vou falando de algumas pessoas como por exemplo os meus progenitores, mas esses não contam verdadeiramente porque para eles já sou um caso perdido… acedem ao blog e pensam “é para isto que uma pessoa cria e queria uma filha”!

Abandonada esta ideia surgiu outra… o cantinho dos aniversários. E para quando a inauguração deste novo espaço? Ia ser agora só que fiquei sem tempo e a pessoa em causa merece uma coisa decente. Amanhã darei os parabéns atrasados!

MJ.

11 de dezembro de 2011

Teoria da Relatividade... familiar!


Hoje de manhã, ainda apenas com um olho aberto, os meus receptores olfactivos tiveram um esgotamento, tal era a velocidade de transmissão dos estímulos. Da cozinha da minha casa egitaniense vinham fragrâncias deliciosas prontas a competir com a habitual mistura das lojas de perfumes. Movida pelo hipnotismo olfactivo, abandonei prontamente o aconchego dos lençóis e percorri cada degrau num “cagagésimo” de segundo. Em minha casa, aos domingos de manhã, surge uma teoria da relatividade capaz de baixar os cabelos em pé do Einstein. Quando para mim ainda só são 11h, para a gerência, ou seja, os meus queridos progenitores, são 11h. 

O querido foi congelar os folículos pilosos das pernas, sentir a chuva no capacete, encher as botas de lama, fortalecer um músculo que entretanto se desenvolveu porque os com que nasceu já estão cansados de tanto exercício… foi para o seu amado BTT. Para os que acordaram na cidade mais alta do país, tal como eu, a meteorologia é uma coisa que não afecta muito o meu compincha. Há quem diga que ele tem um sensor especial, localizado provavelmente no bigode, diferente do comum dos mortais. 

Quanto à querida, o caso é outro. Ela gosta mais de fortalecer os músculos dos membros superiores. Só assim se justifica que, quando ainda ou já eram 11h, a mim progenitora estivesse a bater um bolo como quem dá uma sova alguém, sendo o “campo de batalha” uma cozinha com um tabuleiro de maçãs assadas (o culpado pelos estímulos olfactivos que me despertaram) pronto a sair do forno, um pão acabadinho de sair da preciosa máquina e duas panelas a “dançar” tal era a fervura. 

Com toda esta actividade não voltem a dizer que sou eléctrica porque eu sou bem calminha comparada com estes modelos paternais!

Posto isto, deixo-vos com umas imagens das iguarias que a querida confeccionou e que repuseram as calorias que o querido perdeu! 






  





I, percebes porque não houve post ontem? Dar vazão a todas estas comidinhas tira-me muito tempo… e acrescenta-me muitos gramas!

MJ.