12 de fevereiro de 2012

Whitney, Whitney…


Não há alminha que possa afirmar que nunca ouviu “I Will Always Love You” (aposto que muito machão já chorou com o hit), “I Wanna Dance With Somebody”, “Greatest Love Of All” e muitas outras… Whitney Houston foi a artista mais premiada de todos os tempos e com todo o mérito. Linda de morrer, uma voz de fazer arrepiar o pêlo mais teimoso… tanta genialidade. É claro que acho maravilhoso os tributos que se vão fazer, as “mini-biografias” que invadem os telejornais… mas não consigo deixar de me questionar como é que a genialidade que todos nós apreciamos ultrapassa tão “facilmente” os limites. Cá por casa falou-se de Jim Morrison, Elvis Presley, Kurt Cobain, Amy Winehouse… fantásticos, venerados, maravilhosos e simultaneamente tão efémeros. É assim tão ténue o limite entre o estrelato e a “decadência”? Pelas ruas vê-se que não é preciso o estrelato para o limite ser… praticamente inexistente. 


 
O estrelato prolonga e mantem viva a memória e multiplica infinitamente os que sentem e lamentam a perda… 

MJ.  

11 de fevereiro de 2012

D de dia, D de doente!


Com que então hoje é o dia mundial do doente! Está-se mesmo a ver que eu não ia deixar passar a coisa em branco. Já falei sobre alguns dos "meus" doentes, principalmente pelas caricatas histórias que me contam ou das quais são “personagens” quando se cruzam comigo, mas não são apenas esses que eu recordo. Nesta minha curta experiência hospitalar enquanto “projecto de médico” muitos foram os doentes que dificilmente esquecerei e, como também já vos disse, tenho uma memória que nem com óleo de fígado de bacalhau lá vai! O primeiro bebé que vi nascer, a primeira história clínica que fiz, as velhinhas amorosas que arrebataram o meu coração, o primeiro doente que vi morrer, a minha primeira gasimetria, a minha primeira sutura (não me lembro só dos primeiros)! 



Estar doente é uma prova… uma prova de humildade, de força, de saber, de tantas mas tantas coisas. (e estar saudável é também pensar que nem todos estão e que num abrir e fechar de olhos tudo pode mudar... e sangue precisa-se!)
Uma boa noite para todos…

MJ.

10 de fevereiro de 2012

...save room for my love...

Lá fora? Um frio de congelar pestanas. Cá dentro? Uma irmazinha onde eu me enrosco... quentinha como só ela! O programa por aqui é o filme "Crazy, stupid, love". Só por começar com a música que coloco aí em baixo parte em vantagem... o que não é nada mau dado que aqui a menina não é grande fã de comédias românticas. Tenham uma óptima noite!




MJ.

9 de fevereiro de 2012

She's such a drama queen!


Ontem não houve post para ninguém porque a cachopita passou o dia nas urgências e depois resolveu que a cidade mais alta do país era um bom poiso para estudar Saúde Pública. Mas vamos por partes. Em relação ao belo do banco, a menina provou o sabor amargo da falta de “clientela”… é óbvio que eu não gosto que as pessoas adoeçam e que não desejo o mal de ninguém mas se estiver escrito no destino que a dona Rosa vai cortar o dedo a descascar batatas e que o sr. António vai cair das escadas, ao menos que o façam quando eu estou “de serviço”. Depois de tentar enfeitiçar o ecrã que indica a chegada de doentes no mínimo vinte vezes, apareceu uma senhora daquelas queridas, a quem nunca dói nada mesmo que nós saibamos que deviam estar aos berros com dores, que agradecem cada movimento que fazemos e que, depois de me “ter conquistado” me diz “Ah eu já sou velha... mas a menina não se preocupe porque vocês nunca vão ter a minha idade, vocês vão morrer muito mais cedo. São fraquinhas. Não comeram broa, muita broa, como eu”! E pronto, era tudo o que eu precisava de ouvir numa manhã já por si tão divertida! 

Em relação à viagem até ao “polo norte”, o que se previa ser uma viagem de “cura intensiva do sono” foi… menos intensiva, graças à bela da moçoila que decide acordar-me com risadas histéricas e conversas “delicodoces” e meladas para as quais nunca tive paciência. O meu sorriso rasgado surgiu quando ela abandonou o autocarro… bye bye “papagaio tagarela”.


Agora o caso é sério: nos próximos dias MJ. vai estar a estudar Saúde Pública. Não sei se continue a escrever, se pare porque acreditem que eu fico tão deprimida que qualquer problema do tamanho de uma formiga me parece uma… baleia obesa a devorar croissants de chocolate. Se derem convosco a pensar "olha-me esta, armada em Drama Queen"... releiam este parágrafo!

MJ.

7 de fevereiro de 2012

Felicidade... relativa!

Sabiam que no norte e nas ilhas há um maior índice de nupcialidade e que é em Lisboa e no Algarve as pessoas se divorciam mais? Não? Estão mais felizes agora? Pois, eu também não... não sabia e também não queria propriamente saber. Olá Saúde Pública, gosto tanto de ti como de favas. Musiquinha para animar a minha noite e vossa se for o caso... esta nunca falha!


Amanhã estarei de banco... preocupada porque sempre é menos um dia de estudo, nada como ouvir "deixa lá... ao menos se chumbares a Saúde Pública, chumbas feliz!" :)


MJ.

Me, myself... and P.!


(de ressaca pós exame... a autora não se responsabiliza por eventuais danos ou por partes do post que se segue parecerem tirados de panfletos de religiões esquisitas)

Eu tenho uma opinião muito sedimentada sobre a personalidade de cada um, a criação do nosso eu (pronto, admito que isto ultrapassa o limiar filosófico… pelo menos o meu!). Mas prosseguindo, aqui a cachopa gosta de pensar em crianças como taças, às quais se vão adicionando ingredientes e que, depois do forno que é a adolescência, se tornam bolos. Ok, agora acham que eu tenho um parafuso desapertado? Pois, acreditem que a outra forma de expor esta teoria envolvia doentes, médicos, agulhas, soros e afins… por isso bolos sempre é mais fofinho! Mas continuando, a meu ver há taças que terminam o processo vazias (já ouviram a expressão “cabeça oca”?), bolos com mais ou menos ingredientes, bolos light, bolos bem e mal cozidos… há gostos e pessoas para tudo. Passando directamente para a minha pessoa… pois, eu acho que neste metro e meio de gente há ingredientes até mais não. É óbvio que as pessoas que mais marcadamente inseriram o seu cunho foram os meus mais-que-tudo, ou seja, os belos dos progenitores, seguidos por outros membros da família que conseguiram deixar a sua marca… e vincada. Logo a seguir vêm os meus amigos e professores. Eu acho que o papel desempenhado pelos últimos depende (e muito) do aluno e do quanto se quer/deixa influenciar. Aqui a cachopa sempre foi um terror na sala de aula. Estão a ver os bonecos de corda? Igualzinha, faladora como só ela. E estão a imaginar aqui a menina a dar as suas opiniões? Um martírio. Este assunto dava para escrever durante horas mas, como não quero esgotar-vos a paciência, vou começar e acabar (por hoje… não perdem pela demora) por falar na primeiríssima das primeiríssimas… a minha educadora de infância. 
 

Ok, muitos de vocês não se lembram da vossa e eu, alminha detentora de uma das piores memórias que eu conheço, lembro-me porquê? Porque estamos a falar de uma senhora que marca as pedras da calçada por onde passa! Eu lembro-me das roupas que usava (eu nunca tinha visto indumentarias tão diferentes e ao mesmo tempo tão giras), lembro-me do perfume, lembro-me das brincadeiras, lembro-me da determinação, lembro-me da meiguice, dos desfiles de moda, dos concursos de música… lembro de pensar “quando for grande quero ser como a P.”. Ainda hoje, quando a vejo com as suas filhinhas (que me fazem pensar “estás aqui estás com rugas até ao umbigo" porque têm a idade que eu tinha quando conheci a P.), me apetece abraçá-la e dizer-lhe o quão importante foi para mim. A primeira coisa que me ensinou? Sê quem quiseres… mas nunca deixes de seres tu. 

E porque raio decidi eu contar-vos tal coisa? Ora bem, porque acho que raras são as vezes em que revelamos aos outros o bem que nos fazem (escrever é tão mais fácil) e, verdade seja dita, porque a P. faz anos hoje!  

MJ.

6 de fevereiro de 2012

She is sexy and I know it!


Dia antes do exame de Ginecologia e Obstetrícia. A dita especialidade é bem mais gira na prática… ao contrário da sua “versão masculina”, a pavorosa Urologia! Sem muito tempo para grandes dissertações, deixo-vos com a performance mais recente da diva Madonna. Podem dizer o que quiserem mas com a idade dela… quem me dera, quem me dera mesmo! Sempre gira, sempre em movimento, sempre pouco vestida… sempre ela!


MJ.