13 de julho de 2012

Quem espera... sempre desespera!

Pessoas: Estás ansiosa? É por causa do exame? Vais ver que vai correr bem...
MJ.: Exame? Qual exame? Ah sim... não, estou de facto ansiosa... que cheguem as férias!!!

E é o desespero de quem só tem exame a meio da tarde!

Gosto desta:


E é só. Logo à noite vai ser mais bem acompanhada... a vingança de um mês de estudo (às vezes) intensivo!

MJ.

12 de julho de 2012

Mistérios, Ministérios, Médicos, 'Migas!!!


Caro senhor Doutor e Mestre e Engenheiro e Ministro (não sei se entretanto já tem mais alguma designação para eu acrescentar?) 

Peço, antes de mais, as minhas mais sinceras desculpas por estar a incomodar mas não consegui obter no site da Lusófona (nem no do ministério) informações suficientemente esclarecedoras. Devo antes de mais dizer que estou solidária consigo, braço direito do nosso primeiro-ministro (também não sei se já é mais do que isso… tipo braço esquerdo, quiçá as duas pernas). É um ultraje, uma vergonha… mas tem algum mal reconhecer as capacidades e feitos de alguém e valorizá-los? Pois está claro que não! Se o Sr. (acabo de lhe fazer uma vénia…) dançou no rancho ou dirigiu o rancho ou tocava ferrinhos… é obvio que isso é uma mais valia e que os cachopos que frequentam aulas e fazem exames jamais chegarão aos seus calcanhares no que concerne à arte do vira, do estalar de dedos. Gente mesquinha, sem visão! Depois de lhe provar que tem aqui alguém do seu lado, um ombro amigo (só não dá para encostar a cabecinha e chorar… sou alérgica a lágrimas!), queria pedir-lhe um favorzinho. Ah, tenho ainda de lhe contar uma coisa sobre a minha vida… espero que não interfira com a nossa recente mas fértil amizade: sou estudante de Medicina. Mas, não pare já de ler, estou absolutamente contra essa cambada de médicos que decidiu fazer greve. Onde é que já se viu tentarem defender o SNS? Porque carga de água estão preocupados com o futuro da saúde em Portugal, com o futuro dos seus doentes? Cabe na cabeça de alguém contratar uma pessoa porque é boa no que faz e não porque “é” mais barato? Mas sabe que esta gente que anda seis anos na faculdade e depois ainda tira especialidades… aquilo é malta sem um pingo de juízo!  E que dizer dos doentes que têm as consultas canceladas e ainda defendem a greve dos médicos? Isto há gente...
Portanto, voltando ao que interessa … tenho uma amiga que hoje faz anos e estou aqui com algumas dificuldades na escolha da prenda e também estou apertada com o tempo (exames, sabe… ou melhor, não sabe!).

 

Assim, queria mesmo mas mesmo oferecer-lhe o mestrado em Medicina. A miúda já estudou cinco anos e acredito piamente que está apta. Porquê? Olhe, por exemplo porque cá em casa não somos uma, nem duas ou três, mas quatro estudantes de medicina. Como pode imaginar as portas, quando rangem "dizem" “Mononucleoooose”, quando toca a campainha ouvimos “pancreatiiiiite”, se ligamos o aspirador é só “anemiaaaaa”… portanto, como pode constatar, inspira-se e expira-se medicina por aqui. Outras características da cachopa? Olhe, o nome é A. (nota A!!!!!), é gira, é simpática, é querida, é imparável, é amiga! Pronto, amiguinho, da minha parte estamos conversados… nós ficamos amanhã de férias por isso, se me ajudar neste assunto, pode ser que o convide para a noite de arromba e o promova a guarda-costas! Ah, espere, por favor arranje-me um helicóptero com uma faixa a dizer…

Parabéns A.!


Muito agradecida,

MJ.

24 de junho de 2012

O "Domingo" quando nasce... é (mais ou menos) para todos!

Domingo, dominguinho.
Hoje está um dia chamativo... grita por piqueniques, por passeios, por praia, por filmes durante toda a tarde e por petiscos deliciosos.




Graças à minha maravilhosa progenitora confiro a última parte. Graças ao exame de Medicina Interna e das outras mil especialidades incluidas não confiro nada do resto. Brancas são as batas, brancas são as paredes... cada vez mais branca é a minha pele.

Musiquinha que para mim grita por uma manhã de domingo:
 


MJ.

18 de junho de 2012

Não cheira a Lisboa!


Lisboa hoje acordou fria. Acordou fria e a cheirar mal. Pensei eu que era o rescaldo do “campo vem à cidade” + “meninos (e crescidos) lisboetas: as maçãs vêm das árvores e o leite das vaquinhas” + “Ai que desmaio, o Tony vai cantar”, mas não. Do piquenique só devem ter sobrado as habituais ideias luminosas sobre “o campo”, que para muitos é sinónimo de tudo menos Lisboa, Porto e, com um bocadinho de sorte, Algarve. 


Adiante. Senhores recolhedores do lixo, esta cidade está um caos. Eu estou claramente solidária com as vossas queixas, valorizo imenso o vosso trabalho mas… também gosto de chegar a casa e conseguir, de facto, entrar. Para além disso, deixem que vos informe, já há feridos resultantes desta paralisação. A minha vizinha, idosa que defende com unhas e dentes o “caixote do nosso prédio”, zela pela reciclagem da rua e tem uma voz aguda como só ela, está aqui, está a ter um chelique. Os nossos ouvidos, curiosamente, queixam-se do mesmo.

Destaco ainda o timing escolhido. Nesta altura era suposto Lisboa cheirar a manjericos e sardinhas assadas!


Não me sinto em condições de prosseguir o post… isto são decibéis a mais para dois ouvidos apenas.

MJ.

17 de junho de 2012

"Somebody that I used to know!"



Podia dedicar todo o post de hoje aos divórcios mediáticos (e não mediáticos) ou simplesmente à capacidade criativa de certos locutores de rádio em relação à música evocada? Podia, mas a “coisa” está para lá de badalada e, portanto, o título supracitado servirá, nada mais, nada menos, para uma “ilustração literal”.   
São apenas vinte e dois os anos de que dispus para travar conhecimentos (tantos ou tão poucos, dependerá de cada um). O que é que sai se os “espremer”? O mesmo que a qualquer um de vocês. Saem alguns amigos, paletes de conhecidos, resmas de pessoas que gostaria de conhecer melhor, migalhices de pessoas que se não tivesse conhecido mal teria dado por isso ou teria sido bem mais feliz. Há, acima de tudo, pessoas que, ainda que hoje não falem comigo diariamente, que tenham “saltitado” do amigo para o conhecido, ou que nunca tenham saiu deste último poiso, que mal sonham que foram importantes para mim. É aqui que entra esse grande livro das caras, das notificações, dos murais… facebook. Honestamente, dispenso que me informem quando tencionam ir à casa-de-banho, quando vão ao dentista ou que partilhem comigo frases feitas sobre amores e desamores. O que eu gosto (e não é pouco) é de reencontrar pessoas que não vejo desde que o IVA era de 17% ou desde que o CR7 marcava golos pela selecção… ai, desculpem, passou a memória fresquinha. Continuando nos reencontros, saber que esse alguém que eu “perdi” algures foi pai, que os longos cabelos sofreram um corte radical, que queria ser astronauta e agora é advogado, é como ter visto o primeiro episódio de uma série e agora passar para o segundo… da nona temporada! 

Hoje surgiu um desses “alguéns”. Está crescida, está diferente e já não apetece chamar pelo diminutivo de outrora. Agora aprofunda estudos em ciências da comunicação e abraçou este projecto:


Li, gostei e por isso recomendo. Porque são os “hábitos” que comandam este mês (sim, porque cada mês há um “comandante”!), ela fala-nos do seu: batom vermelho. 


Eu aprovo (a escrita da menina e o hábito). Gosto de gente que escreve (e bem) em português.

MJ.

4 de junho de 2012

Não há sede que não dê em fartura!


Tenho para mim que este país está feito uma garrafa de coca-cola numa centrifugadora… não explode ele, explodem os seus ocupantes. 


Ou melhor, alguns. Porque nestas coisas de explosões, há sempre aqueles com coletes, capacetes e caneleiras à prova de bala. Viva essa autarca maravilhosa, com o saco, a mala, a carteira, o porta-moedas azuis… viva! E vivam as mil entrevistas e capas de revistas, quiçá uma nova telenovela, sobre injustiças. E vivam também os empregados do hotel onde a selecção estagiou que tão bem dançaram na despedida, os rios de dinheiro gastos em coches e festins, as entrevistas e as reportagens que nos mostram o que os jogadores da selecção “petiscam” ao almoço e ao jantar, as suas modestas casinhas, os lençóis onde dormem e as esposas e namoradas esculturais… parece-me é que, por este andar, já deram tantas palmadinhas nas costas dos representantes da nação que eles já mal se mexem. Logo agora que a malta precisa de ânimo e os nossos governantes de um povo entretido entre os jogos, as sardinhas e os manjericos para que aplicar medidas desfavoráveis doa tanto como uma picada de mosquito… a comichão depois é que é o que é!


Posto isto, a menina tem uns parabéns por entregar. Desta feita, trata-se da única pessoa da família que não se importa (e penso que até gosta) que eu não só partilhe as histórias mais engraçadas da minha lida de projecto de médico mas qualquer pormenor que para o comum dos mortais não tem qualquer interesse ou é absolutamente dispensável (para não dizer nojento, horrível… o vocabulário habitualmente usado é vasto!). Talvez por isso somos ameaçadas, a cada refeição em família, que na próxima o castigo será ficarmos cada uma na sua ponta. Mas nem só de hospitais se faz a nossa história. Faz-se de viagens, de gargalhadas, de massagens, de beijinhos, de concertos, de segredos, de congressos, de mimo… faz-se de um amor que é inversamente proporcional ao nosso tamanho. 



Gosto de ti minha “jeitosa”! (e vou gostar ainda mais se uma certa e determinada pessoa me conceder o dom de faltar sexta-feira!). Muitos parabéns tia P.!

MJ.

28 de maio de 2012

Lusco-fusco

Todas as pessoas tem fases boas, menos boas e más. Neste campo, tenho para mim que o português tem a tarefa facilitada... com uma classe política que arrebataria qualquer prémio para melhor comédia (e com "relva" nos "jardins" do cenário... era certinho!), acho que dificilmente descemos mais do que do menos bom. Posto isto, enquanto dou um pontapé no menos e recupero o bom, deixo-vos com uma musiquinha que me recomendaram e que eu ouvi e que eu gostei e... aí a têm!



MJ.